A trisavó que trouxe o ioga para Portugal

Ter quase 100 anos não a impede de levar uma rotina zen, a partir das cinco da manhã. Maria Helena Freitas Branco destacou-se no ensino da prática a partir de 1973

Perto de ser centenária, a senhora que se segue leva uma rotina zen: acorda às cinco da manhã para exercícios respiratórios, desfruta da natureza e do sossego numa quinta em Belas. O tempo é vago para Maria Helena Freitas Branco, que não corre contra ele – mas chega sempre a horas. Disciplina que aprendeu com a formação no Colégio Alemão e com as origens: a mãe, suíça, Marie Anna Helena Von Hoffman, formou-se em Física. 

Os mestres reconhecem que ela foi uma das pioneiras do ioga em Portugal, pelo seu empenho no ensino da prática a partir de 1973 (altura em que era praticamente desconhecida em Lisboa).

Famosa pelas suas aulas, sempre concorridas, a ex-professora teve uma vida preenchida de aventuras: escapou à Segunda Guerra (1939-1945), ganhou por acaso um torneio de salto em altura, formou-se em composição no Conservatório e apaixonou-se, aprendeu dança, tocou piano, falou alemão e simpatizou com o budismo até fixar-se no ioga.

Fonte: Sábado

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